Jornalista precisa aprender a lidar com improviso

A única permanência é que sempre haverá mudanças.

Biel Migotto

Que jornalista precisa saber trabalhar com improviso todo mundo sabe, mas aprender a lidar com as mudanças quando tudo já está definido é que é o problema. Semana passada vivi uma situação que me deixou balançada o feriado todo. Em conversa com o co-orientador do meu TCC – que será sobre o centenário do Corinthians -, ele me disse que eu teria que refazer toda a parte do formato do projeto, pois, diferente do que eu imaginava, não era vídeo-reportagem o correto para a minha proposta e, sim, documentário.

Depois de ter passado dias lendo sobre as diferenças de reportagem e documentário, conversar com todos os profissionais de TV que eu conhecia e trocar noites de sono para relatar o formato, eu teria que refazer. Na hora, confesso que fiquei com muita raiva. Mas, agora, consigo ver que foi melhor assim e que isso serviu de lição para a minha vida profissional.

Antes arrumar agora, que ainda falta um ano para a entrega do meu trabalho e eu ainda não comecei a gravação, do que fazer tudo errado e levar ‘bomba’ da banca. Isso acontece muito na redação. Às vezes nossa matéria está pronta e o editor chega e pede para mudar tudo, começar do zero. É a vida!

Quis compartilhar esta vivência com vocês porque talvez sirva de lição para alguém que acompanha o ‘Diário de um repórter’. Em relação ao formato de TV reportagem, grande reportagem e documentário, segue algumas características para você saber melhor:

Reportagem: É um gênero jornalístico de curta-metragem, ou seja, rápido e claro. Não possui aprofundamento do fato, pois, é feito para jornais que possuem o tempo reduzido. É produzido sempre em ordem cronológica dos fatos. Geralmente, não possui mais do que cinco minutos.

Grande reportagem: Possui aprofundamento dos fatos, mas é visto por um ângulo atual, não resgata a história minuciosamente. Atém-se mais ao presente. Um bom exemplo deste formato é o Globo Repórter e o Profissão Repórter, ambos da Rede Globo.

Documentário: É atemporal, se você vê-lo hoje ou daqui há cinquenta anos terá a mesma função. Aborda um tema ou assunto em profundidade, resgata a história, a partir da seleção de alguns aspectos e representações auditivas e visuais.

OBS: Desculpem-me a demora para atualizar o blog, é que está bem corrida a minha rotina neste final de ano.

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  1. Ben Oliveira on terça-feira 3, 2009

    Estou ansioso para ver seu trabalho de conclusão de curso! Aposto que será muito bom, pois pelo seu blog dá pra ver como você é dedicada e inteligente.

  2. Guilherme Freitas on terça-feira 3, 2009

    É também acho que ficará melhor pro seu TCC um documetário,pois você poderá abordar mais temas, utilizar mais imagens. A reportagem teoricamente é mais curta. Mas tenha certeza que vai sair um belo trabalho de TCC. Beijos e até mais.