35 anos do Caso Watergate 3
* Cena do filme ‘Todos os homens do presidente’
Era 8 de agosto de 1974. Pressionado por seu envolvimento no Caso Watergate, o então presidente americano Richard Nixon renunciava ao cargo de mandatário da maior potência capitalista do mundo. A culpa? De dois repórteres do jornal Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, que foram muito além de dar informações e investigaram um dos maiores casos policiais dos EUA.
Hoje faz 35 anos que este fato ficou marcado na história mundial e traz à tona algo muito importante para os jornalistas: a curiosidade e a vontade de descobrir e revelar a verdade.
Na madrugada do dia 17 de junho de 1972, cinco homens vestindo terno e gravata, calçando luvas cirúrgicas e carregando milhares de dólares nos bolsos foram surpreendidos arrombando o escritório do Comitê Nacional do Partido Democrata – o partido de Nixon era o Republicano -, localizado no sexto andar do edifício Watergate, em Washington.
O crime chamou a atenção de dois jovens repórteres do jornal Washington Post, um dos mais importantes do país. Eles passaram a seguir as pistas com ajuda de uma fonte sigilosa que, por 33 anos, foi conhecida apenas como “Garganta Profunda”. Mark Felt, a verdadeira identidade sob o pseudônimo, era na época o segundo homem na direção do FBI, a polícia federal norte-americana.
A contribuição do ex-agente às matérias publicadas no “Post” culminaria, dois anos depois da invasão ao quartel-general dos democratas, com a primeira renúncia de um presidente norte-americano. Além disso, mudaria para sempre o cenário político da maior potência mundial.
Como diria um colega twitteiro essa semana, jornalista que não é curioso precisa vender coco na praia. Woodward e Bernstein poderiam ter se contentado em apenas informar sobre a prisão dos cinco caras no edifício Watergate. Mas o faro jornalístico falou mais alto e, como um quebra-cabeça, eles foram juntando as peças até desvendar o crime.
Nosso dever é ajudar a sociedade e mostrar as suas realidades, ajudando a polícia e desmascarando os casos. Não temos o poder de prender ninguém nem de fazer justiça com as próprias mãos, mas podemos usar o nosso poder para revelar a verdade e divulgá-la para que todos saibam.
Caso Watergate no cinema
O “Garganta Profunda” ficou popular depois do livro “Todos os homens do presidente”, publicado por Woodward e Bernstein, em 1974, e transformado em filme, em 1976. Se você ainda não viu esta obra, é uma boa pedida para o final de semana!







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Penso que se a “massa” jornalista do Brasil fosse mais “imparcial” em relaçao a governo e perdesseum pouco mais o medo de agir, o pais mudaria drasticamente.
Thiago,
Concordo com você! Infelizmente, a grande mídia no nosso país tem seus interesses políticos e econômicos que impedem que ela revele algumas verdades.
Mas eu ainda acredito na frase do jornalista Clóvis Rossi “O jornalismo é a arte de informar para transformar”. Há bons jornalistas e veículos de comunicação que visam ajudar a fazer esse mundo melhor.