Fazendo um levantamento das palavras que os internautas buscam no Google que são direcionadas para o meu blog, percebi que existe uma procura grande sobre o resumo do livro “Jornalismo Opinativo – Gêneros Opinativos no Jornalismo Brasileiro”, de José Marques de Melo.
Como fiz um trabalho sobre os gêneros jornalísticos editorial, comentário, artigo, resenha ou crítica e coluna – itens esses tratados na obra – vou disponibilizar nessa semana a síntese que fiz para a minha turma de faculdade sobre esses formatos, começando pelo editorial. Eu já falei sobre eles aqui no blog, de forma bem resumida, mas agora serão mais explorados.
O editorial é um gênero jornalístico que expressa a opinião oficial da empresa diante dos fatos de maior repercussão no momento. Popularmente, se diz que ele contém a opinião do dono da instituição jornalística. Isso acontece nas organizações de porte médio ou pequenas empresas, onde o controle financeiro fica nas mãos de um proprietário ou de sua família.
Nas grandes instituições, o editorial reflete não exatamente a opinião dos seus proprietários nominais, mas o consenso das opiniões que emanam dos diferentes núcleos que participam da propriedade da organização.
A decisão do assunto e da forma como o editorial será escrito é feito pela diretoria, funcionando o editorialista, que se imagina alguém integrado na linha da instituição, como intérprete dos pontos de vista que se convenciona devam ser divulgados.
Quanto à morfologia, os editoriais que aparecem na imprensa brasileira se diferenciam em: artigo de fundo (editorial principal), suelto (pequena análise sobre um fato da atualidade) e nota (registro ligeiro de uma ocorrência, antecipando suas conseqüências ao leitor).
No que se refere ao conteúdo temos: informativo (esclarecedor); normativo (exortador) e ilustrativo (educador). O estilo pode sugerir duas espécies: o intelectual (racionalizante) e o emocional (sensibilizante). Finalmente, quanto à natureza, o editorial se divide em: promocional (coerente com a linha da empresa), circunstancial (oportunista) e polêmico (contestador, provocador).
Segundo José Marques de Melo, a opinião contida no editorial não se trata de uma atitude voltada para perceber as reivindicações da coletividade e expressá-las a quem de direito. Significa muito mais um trabalho de “coação“ ao Estado para a defesa de interesses dos segmentos empresariais e financeiros que representam.
Assim, podemos concluir que os editorias são dirigidos ao Estado e não à coletividade, embora esta tome conhecimento da argumentação usada e funcione como massa de manobra.
De acordo com Luiz Beltrão, os atributos específicos do editorial são: a) impessoalidade (não se trata de matéria assinada, utilizando portanto a terceira pessoa do singular ou a primeira do plural) ; b) topicalidade (tema bem delimitado, tratando de questões específicas); c) condensalidade (poucas idéias, breve e claro) ; d) plasticidade (flexibilidade, ritmo dos fatos com seus desdobramentos).
“Os editoriais são lidos por menos de 10% dos leitores“. Segundo Alan Viggiano, a maioria dos leitores brasileiros recusa o editorial porque ele é muito massudo; destina-se a uma determinada classe de leitores; não é valorizado (problema gráfico); e, geralmente, o tema abordado não diz respeito ao universo específico do público (massa).
No rádio e na televisão, a presença do editorial é episódica. Quase sempre ocorre em momentos de crise, de conturbação social, quando as emissoras se sentem compelidas a dizer o que pensam sobre os acontecimentos.
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Olá! Será que vc poderia me ajudar a fazer um artigo cientifico sobre generos jornalisticos