Estou desenvolvendo o meu projeto de TCC sobre o centenário do Corinthians e percebi uma escassez muito grande na nossa bibliografia sobre a diferença entre vídeo-reportagem e documentário. Demorei um tempo razoável tentando descobrir qual dos dois formatos seria mais adequado para o produto que eu queria oferecer.
Atualmente, nos estudos da área de telejornalismo, ao buscar definições para estes métodos de gravação, têm-se uma polêmica. Pode-se afirmar que a linha divisória entre os dois tipos de produção é tênue e, possivelmente, não haverá, em curto espaço de tempo, um consenso.
Após uma densa pesquisa, encontrei no artigo “Documentário e video-reportagem: uma contribuição ao ensino de telejornalismo”, apresentado por Ana Paula Silva Oliveira, Ivete Cardoso do Carmo-Roldão e Rogério Eduardo Rodrigues Bazi, no 9º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, definições interessantes que achei pertinente dividir com vocês.
Tanto o vídeo-reportagem como o documentário têm como principal objetivo contar uma história com começo, meio e fim, buscando o aprofundamento: as causas e conseqüências do tema em questão. O vídeo-reportagem mesmo que não esteja diretamente relacionada ao factual, indiretamente sempre vai ter uma relação com algum assunto que esteja em pauta na mídia.
No vídeo-reportagem tem-se a possibilidade da utilização da estrutura clássica da reportagem em televisão, ou seja, a construção de off’s (textos), sonoras (entrevistas) e passagem do repórter. Além disso, neste formato, a história é desenvolvida da forma mais “neutra” possível, pelo menos aparentemente, apenas com o intuito de mostrar os fatos, enquanto o documentário sempre irá “tomar partido” e apresentar a sua leitura do tema em questão:
Um outro fator que é relevante no que se refere às diferenças entre o vídeo-reportagem e o documentário é que o primeiro se preocupa mais em responder a todas as perguntas feitas a partir de um roteiro ou de uma pauta e se propõe a deixar o telespectador totalmente “satisfeito”. O segundo tem como premissa levantar questionamentos, inquietações que possam servir para reflexão posterior do espectador, que também poderá ser um telespectador.
Por fim, o processo de produção desses dois gêneros é semelhante, mas apresenta diferenças em vários pontos. Para se entender isso, basta lembrar que no documentário só se sai a campo com um roteiro definido, mesmo que seja um pré-roteiro. Já o vídeo-reportagem se desenvolve à medida que a reportagem é apurada.
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Oi Ariane, sou estudante de jornalismo e como TCC, também optei por elaborar um produto, mas me defontei com a mesma inquietação. As bibliografias acerca dessa diferença são mesmo reduzidas, o que nos deixa ainda mais angustiados sobre o que adotar para a produção do TCC. Achei super bacana esse espaço de troca (informações, conhecimentos e esperiências) que você nos proporcionou com o seu blog.
Um forte abraço.
A valorização do seu video-reportagem,vai mostrar ao publico acadêmico a importancia do futebol na sociedade brasileira,ainda mais se tratando de time que é massa entre outros times,e é relevante mostra a influência das torcidas,do time em si,e dos aspectos que envolvem essa paixão nacional que é o futebol.Parabens pelo seu tccc amiga ariane. Alexandre 3º ano de jor fatea ,,bjbjbjbjbjbjbjbj
Documentário é algo mais relacionado a cinema e teoria de cinema. Vídeo reportagem está mais ligado a jornalismo.
Mas realmente não há uma linha clara divisória, basta ver o trabalho de João Batista de Andrade nos anos 70 com seus documentários para jornalismo no “A Hora da Notícia” da TV Cultura. Talvez seja o melhor exemplo de cineasta fazendo jornalismo.
Abs,
Erick Monstavicius
DIRETOR / PRODUTOR AUDIOVISUAL
http://www.cinematika.com.br
Muito obrigada pela sua colaboração, Erick. Foi de grande valia!