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	<title>Ariane Fonseca - Jornalismo, Notícias e Opinião &#187; Dicas</title>
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	<description>Artigos sobre jornalismo, atuação da mídia, notícias e opinião</description>
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		<title>100 erros mais comuns de Português</title>
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		<comments>http://www.arianefonseca.com/index.php/dicas/100-erros-mais-comuns-do-portugues#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 14:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão Repórter]]></category>
		<category><![CDATA[100 erros]]></category>
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		<description><![CDATA[Jornalista que se preze precisa saber escrever bem. Hoje em dia, não só o Português, mas também outros idiomas. Mas, antes de aprender essas línguas, é fundamental dominar o idioma canarinho. O Português é considerado uma das línguas mais difíceis, pois tem muitas regras com exceções. Abaixo, segue uma lista que eu adoro com os [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Jornalista que se preze precisa saber escrever bem. Hoje em dia, não só o Português, mas também outros idiomas. Mas, antes de aprender essas línguas, é fundamental dominar o idioma canarinho. O Português é considerado uma das línguas mais difíceis, pois tem muitas regras com exceções. Abaixo, segue uma lista que eu adoro com os 100 erros mais comuns do nosso idioma mãe. Eu nunca consegui achar a fonte verdadeira destas dicas, se alguém souber me passa. Eu tirei <a href="http://www.graudez.com.br/portugues/dicas_100_erros_mais_comuns.htm" target="_blank"><strong>daqui</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1.</strong> &#8220;Mal cheiro&#8221;, &#8220;mau-humorado&#8221;. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2</strong>. &#8220;Fazem&#8221; cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3</strong>. &#8220;Houveram&#8221; muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1693"></span><strong>4.</strong> &#8220;Existe&#8221; muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. </strong>Para &#8220;mim&#8221; fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.</strong> Entre &#8220;eu&#8221; e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7.</strong> &#8220;Há&#8221; dez anos &#8220;atrás&#8221;. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. </strong>&#8220;Entrar dentro&#8221;. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9.</strong> &#8220;Venda à prazo&#8221;. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10</strong>. &#8220;Porque&#8221; você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11</strong>. Vai assistir &#8220;o&#8221; jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>12.</strong> Preferia ir &#8220;do que&#8221; ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>13.</strong> O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>14.</strong> Não há regra sem &#8220;excessão&#8221;. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: &#8220;paralizar&#8221; (paralisar), &#8220;beneficiente&#8221; (beneficente), &#8220;xuxu&#8221; (chuchu), &#8220;previlégio&#8221; (privilégio), &#8220;vultuoso&#8221; (vultoso), &#8220;zuar&#8221; (zoar), &#8220;frustado&#8221; (frustrado), &#8220;calcáreo&#8221; (calcário), &#8220;advinhar&#8221; (adivinhar), &#8220;ascenção&#8221; (ascensão), &#8220;pixar&#8221; (pichar), &#8220;impecilho&#8221; (empecilho), &#8220;envólucro&#8221; (invólucro).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15</strong>. Quebrou &#8220;o&#8221; óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>16</strong>. Comprei &#8220;ele&#8221; para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>17</strong>. Nunca &#8220;lhe&#8221; vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>18.</strong> &#8220;Aluga-se&#8221; casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 19.</strong> &#8220;Tratam-se&#8221; de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>20.</strong> Chegou &#8220;em&#8221; São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>21.</strong> Atraso implicará &#8220;em&#8221; punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>22.</strong> Vive &#8220;às custas&#8221; do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não &#8220;em vias de&#8221;: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>23</strong>. Todos somos &#8220;cidadões&#8221;. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>24</strong>. O ingresso é &#8220;gratuíto&#8221;. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>25</strong>. A última &#8220;seção&#8221; de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>26.</strong> Vendeu &#8220;uma&#8221; grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>27</strong>. &#8220;Porisso&#8221;. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>28</strong>. Não viu &#8220;qualquer&#8221; risco. É nenhum, e não &#8220;qualquer&#8221;, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>29</strong>. A feira &#8220;inicia&#8221; amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>30.</strong> Soube que os homens &#8220;feriram-se&#8221;. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou&#8230; O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto&#8230; / Como as pessoas lhe haviam dito&#8230; / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>31</strong>. O peixe tem muito &#8220;espinho&#8221;. Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O &#8220;fuzil&#8221; (fusível) queimou. / Casa &#8220;germinada&#8221; (geminada), &#8220;ciclo&#8221; (círculo) vicioso, &#8220;cabeçário&#8221; (cabeçalho).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>32.</strong> Não sabiam &#8220;aonde&#8221; ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>33. </strong>&#8220;Obrigado&#8221;, disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: &#8220;Obrigada&#8221;, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>34.</strong> O governo &#8220;interviu&#8221;. Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>35</strong>. Ela era &#8220;meia&#8221; louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>36.</strong> &#8220;Fica&#8221; você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>37</strong>. A questão não tem nada &#8220;haver&#8221; com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>38.</strong> A corrida custa 5 &#8220;real&#8221;. A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>39. </strong>Vou &#8220;emprestar&#8221; dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>40.</strong> Foi &#8220;taxado&#8221; de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>41</strong>. Ele foi um dos que &#8220;chegou&#8221; antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 42. </strong>&#8220;Cerca de 18&#8243; pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>43</strong>. Ministro nega que &#8220;é&#8221; negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>44</strong>. Tinha &#8220;chego&#8221; atrasado. &#8220;Chego&#8221; não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>45</strong>. Tons &#8220;pastéis&#8221; predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>46.</strong> Lute pelo &#8220;meio-ambiente&#8221;. Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>47. </strong>Queria namorar &#8220;com&#8221; o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>48.</strong> O processo deu entrada &#8220;junto ao&#8221; STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não &#8220;junto ao&#8221;) Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não &#8220;junto aos&#8221;) leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não &#8220;junto ao&#8221;) banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não &#8220;junto ao&#8221;) Procon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 49</strong>. As pessoas &#8220;esperavam-o&#8221;. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>50.</strong> Vocês &#8220;fariam-lhe&#8221; um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca &#8220;imporá-se&#8221;). / Os amigos nos darão (e não &#8220;darão-nos&#8221;) um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo &#8220;formado-me&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>51</strong>. Chegou &#8220;a&#8221; duas horas e partirá daqui &#8220;há&#8221; cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>52</strong>. Blusa &#8220;em&#8221; seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>53</strong>. A artista &#8220;deu à luz a&#8221; gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu &#8220;a luz a&#8221; gêmeos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>54</strong>. Estávamos &#8220;em&#8221; quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>55</strong>. Sentou &#8220;na&#8221; mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>56.</strong> Ficou contente &#8220;por causa que&#8221; ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>57</strong>. O time empatou &#8220;em&#8221; 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>58</strong>. À medida &#8220;em&#8221; que a epidemia se espalhava&#8230; O certo é: À medida que a epidemia se espalhava&#8230; Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>59.</strong> Não queria que &#8220;receiassem&#8221; a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>60</strong>. Eles &#8220;tem&#8221; razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>61</strong>. A moça estava ali &#8220;há&#8221; muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>62</strong>. Não &#8220;se o&#8221; diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 63.</strong> Acordos &#8220;políticos-partidários&#8221;. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>64</strong>. Fique &#8220;tranqüilo&#8221;. De acordo com a nova reforma ortográfica, não existe mais trema para palavras de origem portuguesa. Permanece em Müller, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>65</strong>. Andou por &#8220;todo&#8221; país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 66</strong>. &#8220;Todos&#8221; amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>67.</strong> Favoreceu &#8220;ao&#8221; time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>68.</strong> Ela &#8220;mesmo&#8221; arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>69</strong>. Chamei-o e &#8220;o mesmo&#8221; não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não &#8220;dos mesmos&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 70</strong>. Vou sair &#8220;essa&#8221; noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 71.</strong> A temperatura chegou a 0 &#8220;graus&#8221;. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>72</strong>. A promoção veio &#8220;de encontro aos&#8221; seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 73.</strong> Comeu frango &#8220;ao invés de&#8221; peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 74</strong>. Se eu &#8220;ver&#8221; você por aí&#8230; O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>75</strong>. Ele &#8220;intermedia&#8221; a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 76.</strong> Ninguém se &#8220;adequa&#8221;. Não existem as formas &#8220;adequa&#8221;, &#8220;adeque&#8221;, etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>77</strong>. Evite que a bomba &#8220;expluda&#8221;. Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale &#8220;exploda&#8221; ou &#8220;expluda&#8221;, substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas &#8220;precavejo&#8221;, &#8220;precavês&#8221;, &#8220;precavém&#8221;, &#8220;precavenho&#8221;, &#8220;precavenha&#8221;, &#8220;precaveja&#8221;, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 78</strong>. Governo &#8220;reavê&#8221; confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem &#8220;reavejo&#8221;, &#8220;reavê&#8221;, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 79.</strong> Disse o que &#8220;quiz&#8221;. Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 80.</strong> O homem &#8220;possue&#8221; muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>81</strong>. A tese &#8220;onde&#8221;&#8230; Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que&#8230; / A faixa em que ele canta&#8230; / Na entrevista em que&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 82. </strong>Já &#8220;foi comunicado&#8221; da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém &#8220;é comunicado&#8221; de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria &#8220;comunicou&#8221; os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 83. </strong>Venha &#8220;por&#8221; a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>84</strong>. &#8220;Inflingiu&#8221; o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não &#8220;inflingir&#8221;) significa impor: Infligiu séria punição ao réu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>85.</strong> A modelo &#8220;pousou&#8221; o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>86</strong>. Espero que &#8220;viagem&#8221; hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também &#8220;comprimentar&#8221; alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>87.</strong> O pai &#8220;sequer&#8221; foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>88.</strong> Comprou uma TV &#8220;a cores&#8221;. Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV &#8220;a&#8221; preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>89.</strong> &#8220;Causou-me&#8221; estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não &#8220;foi iniciado&#8221; esta noite as obras).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>90.</strong> A realidade das pessoas &#8220;podem&#8221; mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não &#8220;foram punidas&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>91</strong>. O fato passou &#8220;desapercebido&#8221;. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>92. </strong>&#8220;Haja visto&#8221; seu empenho&#8230; A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>93.</strong> A moça &#8220;que ele gosta&#8221;. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 94.</strong> É hora &#8220;dele&#8221; chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado&#8230; / Depois de esses fatos terem ocorrido&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>95.</strong> Vou &#8220;consigo&#8221;. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não &#8220;para si&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>96.</strong> Já &#8220;é&#8221; 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não &#8220;são&#8221;) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>97</strong>. A festa começa às 8 &#8220;hrs.&#8221;. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não &#8220;kms.&#8221;), 5 m, 10 kg.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>98</strong>. &#8220;Dado&#8221; os índices das pesquisas&#8230; A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas&#8230; / Dado o resultado&#8230; / Dadas as suas idéias&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>99</strong>. Ficou &#8220;sobre&#8221; a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> 100</strong>. &#8220;Ao meu ver&#8221;. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.</p>


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		<title>#1: A evolução do jornalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 15:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Neste primeiro episódio do Focacast &#8211; um podcast criado para discutir sobre jornalismo, por mim e meu grande amigo <a href="http://twitter.com/leocsouza" target="_blank"><strong>Leonardo Souza</strong></a> &#8211; você confere a evolução do jornalismo desde o seu nascimento até a era do pai Google. Ouça e, por favor, deixe o seu comentário, crítica ou sugestão. Ela será muito importante para que a gente melhore a cada episódio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ouça:</strong></p>
<p><iframe style="margin: 0px;" src="http://www.podcast1.com.br/ePlayer.php?arquivo=http://www.podcast1.com.br/canais/canal5649/focacast_1.mp3" frameborder="0" width="450px" height="60px" scrolling="no"></iframe></p>
<p><strong>:: Assine o RSS do Focacast</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=5649"><strong>:: Faça o download do Focacast</strong></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-1322"></span> <strong>Por que Focacast?</strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Você que não está muito familiarizado com os jargões jornalísticos deve estar pensando: Por que esse nome horrível? Pois bem. Foca é o apelido de jornalistas recém formados, ainda inexperientes no mercado. A intenção ao criar o podcast com este nome foi enfatizar que nós estaremos sempre em processo de aprendizagem, nunca &#8220;prontos&#8221; totalmente para a profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Agradecemos especialmente ao designer Bruno Santos (<a href="http://www.twitter.com/donnobru">@donnobru</a>) que, gentilmente, montou a logo do nosso podcast.</p>
<p style="text-align: justify;">OBS:  A abertura ainda não é a que a gente queria e há problemas no áudio. Mas a ideia é sempre melhorar, afinal, somos foca.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o próximo episódio!</p>


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		<title>Mas afinal&#8230; o que é mesmo documentário?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 18:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Percebi que muita gente têm entrado aqui no blog, pelos sistemas de busca, a fim de encontrar conteúdos referentes a produção de documentários. Como muitos de vocês já sabem, estou produzindo um trabalho em vídeo neste formato sobre o centenário do Corinthians como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da faculdade de Jornalismo. Cheguei a [...]


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<p style="text-align: justify;">Cheguei a receber alguns e-mails pedindo sugestões de livros, então, resolvi compartilhar por aqui essas obras para também ajudar outras pessoas. Mas, antes de começar, quero deixar algumas definições sobre o que significa documentário, segundo Fernão Pessoa Ramos, em seu livro <a href="http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_livros.asp?produto=18018" target="_blank"><strong>“Mas afinal&#8230; o que é mesmo documentário?”</strong></a>:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1216"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>“Ao contrário da ficção, o documentário estabelece asserções ou proposições sobre o mundo histórico” &#8211; pág. 22</li>
<li>“As proposições, as asserções, do documentário são enunciadas através de estilos diversos, variando historicamente. Há sempre uma voz que anuncia no documentário, estabelecendo asserções. No documentário clássico, até o final dos anos 1950, predomina a locução fora-de-campo (a voz over ou voz de Deus)” &#8211; pág. 23</li>
<li>“No documentário contemporâneo clássico, o qual denomino documentário cabo, as vozes parecem misturadas na maneira de postular. A voz do saber, em sua nova forma, perde a exclusividade da modalidade over. Ainda temos a voz over, mas os enunciados assertivos são assumidos por entrevistas, depoimentos de especialistas, diálogos, filmes de arquivo. O documentário, portanto, se caracteriza como narrativa que possui vozes diversas que falam do mundo, ou de si” &#8211; pág. 24</li>
<li>“O documentário, antes de tudo, é definido pela intenção de seu autor de fazer um documentário (intenção social, manifestada na indexação da obra, conforme percebida pelo espectador). Podemos destacar como próprios à narrativa documentária: presença de locução (voz over), presença de entrevistas ou depoimentos, utilização de imagens de arquivo, rara utilização de atores profissionais, intensidade particular da dimensão da tomada” &#8211; pág. 25</li>
<li>&#8220;Historicamente, o documentário surge nas beiradas da narrativa ficcional, da propaganda e do jornalismo. A frase clássica de Grierson define o documentário como tratamento criativo das atualidades. […] O documentário inglês constitui o primeiro momento no qual o documentário pensa a si mesmo, enquanto forma narrativa particular&#8221;. &#8211; pág. 55</li>
<li>&#8220;O documentário brasileiro, do inicio do falado até o surgimento da geração cinemanovista, articula-se basicamente em torno do Ince (Instituto Nacional do Cinema Educativo) e na figura de nosso principal diretor do final do mudo, Humberto Mauro. […] Seu trabalho de documentarista cobre cerca de trinta anos, entre 1936 e 1964, e encontra-se geralmente à sombra do breve sucesso no cinema de ficção&#8221;. &#8211; pág. 249</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>OBS: </strong>O livro é ótimo e traz muitos outros tópicos interessantes, como a diferença entre o cinema clássico (na qual predomina a &#8216;voz em over&#8217; – aqueles filmes onde fica aparecendo imagens e um cara em off explica o que elas significam &#8211; e o contemporâneo – modelo atual onde as várias entrevistas formam o conteúdo).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras obras indicadas para documentários jornalísticos:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>CAMPOS, Flávio.<a href="http://www.roteirodecinema.com.br/livros/roteirodecinemaetelevisao.htm" target="_blank"><strong> Roteiro de cinema e televisão</strong></a>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2007.</li>
<li>GODOY, Hélio. <a href="http://www.curtagora.com/curtagoralivros/default.asp?Servico=MostraLivro&amp;Codigo=792" target="_blank"><strong>Documentário, realidade e Semiose: os sistemas audiovisuais como fonte de conhecimento</strong></a>. São Paulo, Cortez, 2001.</li>
<li>LINS, Consuelo.<a href="http://books.google.com.br/books?id=TAqadtCpYgYC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=O+Document%C3%A1rio+de+Eduardo+Coutinho:+televis%C3%A3o,+cinema+e+v%C3%ADdeo&amp;source=bl&amp;ots=zIFKEKiEXk&amp;sig=k7B2h-8mRPpGFPoXfpK9zi--7XI&amp;hl=pt-BR&amp;ei=ktp-S6j_IM-0tgeyqpjDDw&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CAYQ6AEwAA#v=onepage&amp;q=&amp;f=false" target="_blank"><strong> O Documentário de Eduardo Coutinho: televisão, cinema e vídeo</strong></a>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2004.</li>
<li>NICHOLS, Bill.<a href="http://compare.buscape.com.br/introducao-ao-documentario-bill-nichols-8530807855.html" target="_blank"><strong> Introdução ao documentário</strong></a>. Trad. Mônica Saddy Martins. Campinas, SP: Papirus, 2005.</li>
<li>PATERNOSTRO, Vera Iris. <a href="http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/695568" target="_blank"><strong>O texto na TV: manual do telejornalismo</strong></a>. Campus Ed., 2006.</li>
<li>PUCCINI, Sérgio. <a href="http://www.roteirodecinema.com.br/livros/roteiro_de_documentario.htm" target="_blank"><strong>Roteiro de documentário: da pré-produção a pós-produção</strong></a>. Campinas, Papirus, 2009.</li>
<li>ZANDONADE, Vanessa. <a href="http://www.bocc.uff.br/pag/zandonade-vanessa-video-documentario.pdf" target="_blank"><strong>O vídeo documentário como instrumento de mobilização social</strong></a>: 2003.</li>
<li>WATTS, Harris.<strong> <a href="http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_47984.html" target="_blank">On Câmera: o curso de produção de filme e vídeo da BBC</a></strong>. Summus Ed., 1990.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu também encontrei uns textos na internet que me ajudaram muito, segue os links:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><a href="http://www.scribd.com/doc/26521241/Roteiro-de-documentario" target="_blank">Roteiro de documentário</a></strong> (tese de mestrado de Sérgio Puccini que inspirou o livro)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.rc.unesp.br/igce/planejamento/nuppag1/A%20ideia%20do%20documentario.pdf" target="_blank"><strong>A ideia do documentário</strong></a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.cult.ufba.br/enecult2009/19267.pdf" target="_blank"><strong>A voz do documentário</strong></a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.pos.eco.ufrj.br/docentes/publicacoes/clins_6.htm" target="_blank"><strong>O cinema de Eduardo Coutinho: uma arte do presente</strong></a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.fnpj.org.br/downloads/ana-ivete-rogerio(document)%5B2006%5D.pdf" target="_blank"><strong>Documentário e vídeo-reportagem</strong></a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.rc.unesp.br/igce/planejamento/nuppag1/Escrevendo%20um%20documentario.pdf" target="_blank"><strong>Escrevendo um documentário: o que faz o roteirista</strong></a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.midiaindependente.org/media/2009/06/448249.pdf" target="_blank"><strong>O roteiro no cinema documentário</strong></a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/category/corinthians" target="_blank"><strong>:: Acompanhe todos os posts sobre o meu documentário do Corinthians</strong></a></p>


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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 15:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O documentário é um gênero audiovisual que tem como objetivo estabelecer um elo entre os receptores da mensagem transmitida e o realizador da obra. O produto se caracteriza por apresentar determinado acontecimento ou fato, mostrando a realidade de maneira mais ampla e interpretativa. O jornalista Walter Sampaio (autor do primeiro manual didático de telejornalismo editado [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O documentário é um gênero audiovisual que tem como objetivo estabelecer um elo entre os receptores da mensagem transmitida e o realizador da obra. O produto se caracteriza por apresentar determinado acontecimento ou fato, mostrando a realidade de maneira mais ampla e interpretativa.  O jornalista Walter Sampaio (autor do primeiro manual didático de telejornalismo editado no Brasil) ressalta a sua importância ao afirmar que se trata de um estágio evolutivo do telejornalismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O gênero é pouco explorado no jornalismo pela mídia televisiva brasileira, sendo uma linguagem regularmente usada no cinema. São poucas as bibliografias específicas existentes sobre o documentário, no que se refere a sua utilização como extensão jornalística de TV.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, trago para vocês a sugestão de dois documentários muito bons:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-974"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Muito além do cidadão Kane &#8211;  Simon Hartog</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este é obrigatório para todos os estudantes de jornalismo. Apesar de ser censurado no Brasil, por determinação da Rede Globo, é fácil encontrá-lo na internet e até mesmo em algumas locadoras. Eu sei que não deveria incentivar o uso ilegal de material aqui no blog, mas pelo conteúdo polêmico e muito rico deste trabalho, sugiro você assistir.</p>
<p style="text-align: justify;">O vídeo foi exibido no dia 10 de março de 1993 no canal britânico Channel 4. O título da obra faz alusão ao documentário <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Citizen_Kane" target="_blank"><strong>“Cidadão Kane”</strong></a>, que conta a história do magnata das comunicações dos Estados Unidos, William Randolph Hearst.</p>
<p style="text-align: justify;">O documentário mostra o domínio crescente da TV Globo na imprensa brasileira, envolvendo contratos ilegais com empresas estrangeiras, um apoio incondicional aos governos ditatoriais no Brasil e tudo o que estiver a seu alcance para garantir seus interesses — o que inclui até a manipulação de debates políticos para eleger o governo, como ocorreu no caso Collor de Mello. Mais do que isso, o filme explica como funciona a política brasileira de comunicações e os critérios arbitrários pelos quais se concedem e renovam as concessões de canais de televisão e rádio.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, como parte dos esforços para atacar a Globo, a Record fez uma aquisição poderosa: comprou o documentário por cerca de US$ 20 mil. Em breve poderemos vê-lo legalmente nas telinhas brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja uma parte do documentário:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/dicas/dicas-de-documentarios-para-o-seu-final-de-semana"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nós que aqui estamos por vós esperamos &#8211; Marcelo Masagão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lançado em 1999, o documentário é resultado de um amplo estudo sobre o século 20. O conteúdo do produto mostra uma época da história da humanidade em que a dualidade criação-destruição manifestou-se com  muito vigor. O século testemunhou o grande salto à frente da tecnologia, mas, também, as duas guerras mais sangrentas de todos os tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aborda a industrialização do mundo – ou das partes que passaram pelo processo de modernização industrial – e trata da alienação dos trabalhadores que se transformaram em peças da engrenagem capitalista. Mostra regimes totalitários, religiões, em suma, humaniza e contextualiza a história do século passado.</p>
<p style="text-align: justify;">A justaposição de imagens e sequências fragmentadas, ao invés de uma narrativa contínua e linear, capturou o âmago mesmo desse tempo turbulento. Para dar consistência à sua pesquisa, Masagão viajou para Paris e Nova York. Garimpou imagens em arquivos, reviu filmes, vasculhou antigos cinejornais. Confrontou imagens de pessoas famosas com a de ilustres desconhecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja uma parte do documentário:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/dicas/dicas-de-documentarios-para-o-seu-final-de-semana"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você gosta de documentários, sugiro dar uma olhadinha neste site:</strong> <a href="http://www.documentarios.org/" target="_blank"><strong>www.documentarios.org</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja também:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/imprensa-em-cartaz" target="_blank"><strong>:: Imprensa em cartaz: filmes sobre jornalismo</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/mundo-academico/video-reportagem-e-documentario-qual-e-a-diferenca" target="_blank"><strong>:: Vídeo-reportagem e documentário: qual é a diferença?</strong></a></p>


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		<title>E-books gratuitos disponíveis na web</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 19:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dica de livro]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundo Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão Repórter]]></category>
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		<description><![CDATA[Inspirada no post do colega twitteiro @inexato, que listou no seu blog 10 livros de comunicação grátis para download, indico hoje mais obras que conheci – algumas lançadas recentemente – disponíveis gratuitamente na web sobre o universo comunicacional – entre livros e cursos. Antes de mostrá-las, quero pedir desculpas aos leitores pela demora em atualizar [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Inspirada no post do colega twitteiro <a href="http://twitter.com/inexato" target="_blank"><strong>@inexato</strong></a>, que listou no seu blog <a href="http://ojornalista.com/blog/2009/07/livros-de-comunicacao-gratis-para-download/" target="_blank"><strong>10 livros de comunicação grátis para download</strong></a>, indico hoje mais obras que conheci – algumas lançadas recentemente – disponíveis gratuitamente na web sobre o universo comunicacional – entre livros e cursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mostrá-las, quero pedir desculpas aos leitores pela demora em atualizar o blog. É que eu estava participando do <a href="http://intercom2009.up.edu.br/index.html" target="_blank"><strong>XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom)</strong></a>, que aconteceu em Curitiba, de 4 a 7 de setembro. Em breve, postarei sobre as oficinas e palestras que participei neste evento.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao assunto, segue abaixo os e-books encontrados em vários sites da web:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-863"></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://knightcenter.utexas.edu/Jornalismo_20.pdf" target="_blank"><strong>Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar – Um guia de cultura digital na era da informação &#8211; Mark Briggs</strong></a>: Este livro é um projeto do Instituto de Jornalismo Interativo (J-Lab) dos Estados Unidos, cuja distribuição é gratuita na versão PDF. Embora o livro seja destinado a um público leigo no assunto, oferece várias dicas legais para quem tem um blog ou para quem pretende iniciar um. Esta versão para download está traduzida para o português e trata diversos assuntos relacionados ao jornalismo digital de uma maneira simples e agradável.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.scribd.com/doc/18384882/Manual-Twitter-Baixa-resolucao-3-MB" target="_blank"><strong>Tudo que você precisa saber sobre o Twitter &#8211; organizado por Juliano Spyer: </strong></a>O que é Twitter? Para que serve? Por que todo mundo só fala nele? Como fazer parte da tuitosfera? Essas dúvidas que muita gente tem, mas não sabia para quem perguntar, agora já podem ser respondidas. Elas estão no primeiro guia online sobre a ferramenta. “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter”, lançado pela Talk Interactive no dia 10 de agosto de 2009.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.reidoebook.com/2009/06/cursos-como-falar-bem-em-publico.html" target="_blank"><strong>Como falar bem em público &#8211; Escola Aberta</strong></a>: Jornalista precisa saber se articular bem e não pode ter vergonha de falar em público. Se você ainda não se adaptou as grandes multidões, essa leitura é válida.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=1987&amp;VID=default&amp;SID=643849015660155&amp;A=open:news:item:2886&amp;S=1&amp;C=30792" target="_blank"><strong>Glossário de Termos Científicos</strong></a>: Muitas vezes, jornalistas se veem perdidos num mar de informações técnicas com as quais precisam lidar. Para facilitar a vida de repórteres e editores que se veem em dificuldades em matérias científicas, alunos do curso de Jornalismo, da Universidade do Vale do Itajaí, elaboraram este pequeno dicionário básico de termos científicos.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.esnips.com/doc/ae483234-83b4-4d5c-aec5-1d8d7fcdb94a/Rivaldo-Chinem" target="_blank"><strong>Assessoria de Impressa: Como fazer – Rivaldo Chinem</strong></a>: Este livro apresenta os numerosos aspectos de uma Assessoria de Imprensa, ata atividade que tem passado por uma série de transformações nos últimos anos. A obra é extremamente prática: além de analisar a essência profissional, enfoca detalhadamente aspectos da rotina diária, apresentando sugestões concretas e considerações importantes sobre a ética e a responsabilidade social da empresa e dos profissionais envolvidos.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.reidoebook.com/2009/05/cursos-manual-da-nova-ortografia.html" target="_blank"><strong>Manual da nova ortografia</strong></a>: Se você ainda não está muito adaptado às mudanças que ocorreram no Português com a Nova Ortografia, este livro pode lhe ser muito útil.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/tecnicos-e-cientificos/comunicacao-cultura-da-interface-como-o-computador-transforma-nossa-maneira-de-criar-e-comunicar-steven-johnson/" target="_blank"><strong>Cultura da interface: Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar – Steven Johnson</strong></a>: O autor – considerado um dos mais influentes pensadores do ciberespaço &#8211; cria neste livro uma ponte entre tecnologia e arte. Ao demonstrar como as interfaces interferem em nossa vida cotidiana, o livro aponta como a tecnologia transformou a sociedade, e certamente provocará um amplo debate nos círculos tanto literário como tecnológico.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.livroslabcom.ubi.pt/sinopse/ficha_barbosa_jornalismo_online.html" target="_blank"><strong>Jornalismo Digital de Terceira Geração – organizado por Suzana Barbosa</strong></a>: O livro reúne os artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line 2005: Aspectos e Tendências”, realizadas no mês de novembro de 2007, na Universidade da Beira Interior, Portugal. Além dos artigos dos seis participantes das Jornadas (Anabela Gradim, António Fidalgo, Concha Edo, Jim Hall, João Canavilhas e Suzana Barbosa), o livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos autores brasileiros Elias Machado, Marcos Palacios e Paulo Munhoz.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.scribd.com/doc/6883934/Realidade-Origami-Jornalismo-e-Realidade-Ronelli-Aragao" target="_blank"><strong>Realidade Origami: jornalismo e realidade &#8211; Ronelli Ferreira: </strong></a>O livro tem como finalidade primordial compreender a lógica de produção das notícias e desvendar seu caráter mítico no que diz respeito à verdade jornalística. Aquela que, até então, se entende como sendo a pedra de toque do jornalismo, em tomo da qual giram conceitos como objetividade, neutralidade e imparcialidade. <strong> </strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja também:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/entre-bits-e-bytes/ferramentas-uteis-para-jornalistas-disponiveis-gratuitamente-na-web" target="_blank">:: Ferramentas úteis disponíveis gratuitamente na web para jornalistas</a><br />
</strong></p>


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		<title>Como tornar o &#8220;economês&#8221; interessante</title>
		<link>http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante</link>
		<comments>http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 11:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[De olho na mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[economês]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Câmbio, PIB, superávit, cotação, mercado em alta e em baixa, Nasdaq, Dow Jones, recesso econômico, aplicações na bolsa, indicadores de inflação IPCA, INPC, ICV &#8230; É, definitivamente, o “economês”, como é conhecida popularmente a linguagem usada por economistas, não é nada agradável aos nossos ouvidos. Os termos, além de serem totalmente técnicos e complexos, não [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Câmbio, PIB, superávit, cotação, mercado em alta e em baixa, Nasdaq, Dow Jones, recesso econômico, aplicações na bolsa, indicadores de inflação IPCA, INPC, ICV &#8230; É, definitivamente, o “economês”, como é conhecida popularmente a linguagem usada por economistas, não é nada agradável aos nossos ouvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os termos, além de serem totalmente técnicos e complexos, não chamam muito a atenção da população que, entre se informar sobre entretenimento e esporte ou cotação do dólar, na maioria das vezes, vota nas duas primeiras opções.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tentar minimizar esse efeito, a função do jornalista econômico é traduzir esses termos nada simpáticos para uma linguagem simples, fácil e agradável. Todavia, contudo, entretanto, não é isso que se vê estampado nos jornais. A maioria dos jornalistas ainda insiste em escrever em “economês” para as suas fontes, e não para a Dona Maria e o Seu João.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-817"></span>Outro problema visível é o espaço demasiado gasto com repercussões e opiniões. As análises técnicas são pouco exploradas. Falta contextualização para o leitor que, em grande parte dos casos, não faz nem ideia do que causou determinada situação no cenário econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">Na época do auge da crise financeira mundial deste ano, as reportagens costumavam fazer uma suíte – ou seja, relembrar um fato que ocasionou determinada situação para contextualizar o leitor – e explicar o passo a passo. Em algumas matérias especiais, principalmente nos finais de semana, isso também é visível. Mas as notícias factuais, do dia-a-dia, ainda pecam e muito na falta de explicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das possíveis causas disso é a falta de pessoal para trabalhar. As redações costumam ser bem enxutas e, para reportagens mais detalhadas, leva-se tempo e muita apuração. Antes de transmitir a informação, o repórter precisa entender cada nuance para não cometer gafes.</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial que as empresas jornalísticas, que querem ter uma editoria de economia nos seus noticiários, invistam em pessoas capacitadas (leia-se bastantes pessoas capacitadas) para informar. Do jeito que está hoje serve apenas para os já entendidos no assunto. O povão mesmo não consegue compreender as nuances desse vocabulário rebuscado com termos complexos.</p>
<p style="text-align: justify;">O segredo é aproximar a informação da realidade. O leitor precisa entender porque é importante saber a cotação do dólar e o que isso vai afetar na vida dele. &#8220;O que esse tal de índice Dow Jones atrapalha na minha vida quando ele cai?&#8221; São perguntas assim que precisam ser destrinchadas diariamente. Quando a gente vê algo que acontece na nossa realidade, temos muito mais curiosidade para ler do que algo que está longe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Economia Descomplicada</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Núcleo de Teleducação do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) produziu um telecurso, chamado &#8216;Economia Descomplicada&#8217;, de introdução à Ciência Econômica, que aborda os principais fundamentos da área. O telecurso, composto de sete programas, gravados em formato de teleaulas, aborda de forma didática e em linguagem de fácil acesso, temas como mercado, oferta e demanda.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja os conteúdos de cada um dos sete programas:</p>
<p style="text-align: justify;">Introdução a alguns fundamentos da Ciência Econômica, como administração e limitação de recursos, escassez e custo de oportunidade:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Noções básicas de Microeconomia, Equilíbrio de Mercado, Lei da Demanda, Bens Substitutos e Complementares:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Lei da Oferta, Tecnologia e Preço dos Insumos, Estrutura de Mercado: Concorrência Perfeita e Monopólio:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Noções básicas de Macroeconomia, Produto Agregado, PIB, Política Fiscal, Política Monetária, Políticas Cambial e Comercial, Fluxo Circular de Renda:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Setor Externo: Globalização, Transações Comerciais Internacionais, Taxa de Câmbio, Regimes de Câmbio Fixo e Flutuante:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Governo e administração do sistema de mercado, Falhas de Mercado, Regulação de Monopólio, Externalidades:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>
<p style="text-align: justify;">Crescimento Econômico e Desenvolvimento Econômico, Estabilidade, Acumulação de Capital, Formação de Capital Humano, Acumulação de Conhecimento e Geração de Novas Tecnologias:</p>
<p style="text-align: justify;"><p><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/como-tornar-o-economes-interessante"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p></p>


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		<title>Como escrever um release?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 10:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa semana recebi um e-mail de uma internauta pedindo dicas para escrever um bom release. Ela não é jornalista, mas trabalha na prefeitura de uma cidade pequena como secretária de Educação. Tendo em vista que o local não dispõe de um departamento de Comunicação, ela pediu a ajuda a fim de que possa escrever sobre [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essa semana recebi um e-mail de uma internauta pedindo dicas para escrever um bom release. Ela não é jornalista, mas trabalha na prefeitura de uma cidade pequena como secretária de Educação. Tendo em vista que o local não dispõe de um departamento de Comunicação, ela pediu a ajuda a fim de que possa escrever sobre as ações da sua secretaria para enviar aos jornais locais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como achei interessante a dúvida, resolvi postar aqui no blog as dicas que enviei a ela – que é leiga quanto às regras e conceitos do jornalismo. Para começar, é importante definir claramente o que é um release.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-682"></span>Segundo Rivaldo Chinem (2003), o release é o ponto de partida para uma matéria, como um aviso de algum evento. Trata-se de um texto elaborado nos moldes estruturais do discurso jornalístico, objetivando informar as redações sobre assuntos de interesse da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">“O press release deve cumprir a função de subsidiar ou complementar o trabalho de levantamento de informações do repórter. De modo geral, o press release funciona como uma sugestão de pauta, o ponto de partida do trabalho do repórter, a quem cabe dar sequência às demais etapas da reportagem, que são entrevistas, consulta, checagem de informação e redação do texto final da matéria”. (Chinem, 2003)</p>
<p style="text-align: justify;">Gilberto Lorenzon e Alberto Mawakdiye (2002), apontam alguns requisitos para a elaboração do release, são eles:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O texto não deve ultrapassar 30 linhas e 70 toques;</li>
<li>As informações mais importantes devem estar na abertura do texto e as subsidiárias distribuídas pelo corpo da matéria;</li>
<li>O título deve ser chamativo como uma manchete do jornal, estruturado com substantivos e verbos, de preferência de ação, e no presente, quando possível, sem adjetivos; deve ocupar duas linhas com 30 a 40 toques, cada;</li>
<li>O texto deve pautar-se pela concisão e objetividade;</li>
<li>A informação principal deve ser apresentada de imediato;</li>
<li>As seis perguntas básicas – o que, quem, como, onde, quando e por quê – devem ser respondidas , de preferência, no primeiro parágrafo;</li>
<li>O segundo parágrafo deve ser reservado para a contextualização da notícia principal;</li>
<li>Cada parágrafo deve conter, pelo menos, dois pontos finais;</li>
<li>Os parágrafos intermediários devem enfatizar os motivos que justificam o evento ou o fato;</li>
<li>Dados históricos e estatísticos devem estar no final do texto.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A descrição da estrutura do release é pertinente aos propósitos de quem o escreve, pois dependendo dos objetivos a que se propõe e da clientela a que se destina pode apresentar características particulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja também:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/releasemania-um-mal-em-ascencao" target="_blank"><strong>:: Releasemanina: um mal em ascenção</strong></a></p>


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		<title>Livros que todo jornalista não pode deixar de ler</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 11:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitando o clima de férias, pesquisei sobre alguns livros considerados essenciais para a formação de um jornalista. Já que agora vamos ter umas horinhas vagas no dia, é bom investi-lo em leituras que podem aumentar nossa bagagem cultural. Encontrei no site do Curso Abril de Jornalismo várias dicas dos jornalistas Edson Aran, diretor de redação [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando o clima de férias, pesquisei sobre alguns livros considerados essenciais para a formação de um jornalista. Já que agora vamos ter umas horinhas vagas no dia, é bom investi-lo em leituras que podem aumentar nossa bagagem cultural.</p>
<p>Encontrei no site do <a href="http://cursoabril.abril.com.br/" target="_blank"><strong>Curso Abril de Jornalismo</strong></a> várias dicas dos jornalistas Edson Aran, diretor de redação da Playboy; e de João Gabriel de Lima, diretor de redação da Bravo!. Confira:</p>
<p><span id="more-528"></span><strong>1) &#8216;Imperium&#8217;, de Ryszad Kapuscinski</strong><br />
O jornalista polonês Ryszard Kapuscinski, correspondente de guerra veterano, resume e analisa a história da antiga União Soviética, do apogeu à queda, numa extensa e detalhada reportagem.</p>
<p><strong>2) &#8216;O Reino e o Poder&#8217;, de Gay Talese</strong><br />
Uma simples sucessão da diretoria do &#8220;The New York Times&#8221;, algo banal numa redação, contada como se fosse um thriller de suspense, que também reconstitui a história do jornal. Além de divertido, o livro mostra que as redações são iguais em qualquer parte do mundo.</p>
<p><strong>3) &#8216;A arte de escrever ao gosto do público&#8217;, de Marquês de Sade</strong><br />
Ensina que a melhor das idéias não vale nada se não vier embalada num texto que dê prazer ao leitor. Ou seja, o repórter nunca pode ser sádico com quem o lê.</p>
<p><strong>4) &#8216;A Luta&#8217;, de Norman Mailer</strong><br />
Muhammad Ali, que perdera o título mundial dos pesos pesados por se recusar a lutar no Vietinã, desafia o campeão George Foreman. É a autonomia negra versus o establishment branco. Ensina a mostrar o que há de épico num simples evento esportivo.</p>
<p><strong>5) &#8216;A Vida de Rossini&#8217;, de Stendhal</strong><br />
Não é uma biografia tradicional, ensina que jornalismo cultural não é só arte e espetáculo. É também comportamento, drama humano, mexericos sociais.</p>
<p><strong>6) &#8216;As Noites Revolucionárias&#8217;, de Restif de la Bretonne</strong><br />
Ao intercalar crônica revolucionária, autobiografia e o registro romanesco, Bretonne traça um painel extremamente vivo dos acontecimentos cotidianos das ruas de Paris. Sua ótica é a do cidadão comum. Ensina a trazer os eventos políticos para o dia-a-dia das pessoas.</p>
<p><strong>7) &#8216;As Religiões do Rio&#8217;, de João do Rio</strong><br />
É uma compilação de reportagens publicadas na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, entre janeiro e março de 1904. O autor &#8211; um jovem jornalista chamado João Paulo Coelho Barreto – que acabara de adotar o pseudônimo de João do Rio se tornaria um dos mais famosos escritores do país. Ensina que a curiosidade que mata gatos é a maior virtude do repórter.</p>
<p><strong>8) &#8216;Aventura de Miguel Littin Clandestino no Chile&#8217;, de Gabriel García Marquez</strong><br />
A história mostra a trajetória do cineasta chileno Miguel Littín que, em 1985, conseguiu enganar a repressão de seu país, onde estava proibido de pisar, gravando lá um filme de quatro horas para a TV e outro de duas para o cinema. Ambos seriam depois projetados nos quatro cantos do planeta como instrumento de denúncia à ditadura de Augusto Pinochet. Ensina como fazer com que uma reportagem policial tenha o mesmo suspense de um bom romance.</p>
<p><strong>9) &#8216;Chatô-O Rei do Brasil&#8217;, de Fernando Morais</strong><br />
Como diria meus professores, esse livro é a Bíblia dos jornalistas. O livro é simplesmente um passeio sobre a História do Brasil e da Imprensa Brasileira.</p>
<p><strong>10) &#8216;O Turista Aprendiz&#8217;, de Mário de Andrade</strong><br />
Ensina a ser curioso e procurar coisas interessantes fora dos circuitos das agências.</p>
<p><a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=2313" target="_blank"><strong>:: No site “Digestivo Cultural”, você encontra mais 10 indicações de leitura, com a possibilidade de imprimir os exemplares, disponíveis na web. Clique aqui para baixar</strong></a></p>


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		<title>10 mandamentos do futuro jornalista [e do atual também]</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 10:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[De olho na mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[vida de repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Este final de semana estava mexendo nas minhas coisas antigas da faculdade e encontrei um texto interessante, que minha professora de Português deu a todos os alunos logo que ingressamos na faculdade. É uma lista com os dez mandamentos que o futuro jornalista precisa seguir religiosamente, extraído do livro “Jornalista” (Série Profissões. São Paulo: Publifolha, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Este final de semana estava mexendo nas minhas coisas antigas da faculdade e encontrei um texto interessante, que minha professora de Português deu a todos os alunos logo que ingressamos na faculdade. É uma lista com os dez mandamentos que o futuro jornalista precisa seguir religiosamente, extraído do livro “Jornalista” (Série Profissões. São Paulo: Publifolha, 2006, p.48).</p>
<p>Resolvi dividir com vocês esta lista porque ela tem pontos interessantes, que também se aplicam aos veteranos de redação. Confira um resumo feito por mim, com alguns ‘pitacos’, é claro:</p>
<p><span id="more-429"></span>1.	O domínio da Língua Portuguesa é requisito básico na profissão. Habitue-se a ler diariamente jornais, revistas e livros e a manter-se atualizado com os demais meios de comunicação. Não adianta querer ser jornalista escrevendo como se falasse com os seus amigos do MSN.</p>
<p>2.	Prepare-se para passar alguns sábados e domingos dentro de uma redação ou na rua apurando uma matéria. A notícia não cumpre agenda e precisa ser divulgada todos os dias, sem descanso. Se você é daqueles que gosta de rotina e de hora para tudo, recomendo pensar melhor na sua profissão.</p>
<p>3.	Saiba que o trabalho em equipe é importante. Ouça o que as pessoas têm a dizer, aprenda com os mais velhos e respeite os mais jovens. O jornalismo é uma carreira dinâmica e nada melhor do que construir uma sólida rede de contatos. Ou você acha que é capaz de pensar numa pauta, fazer as perguntas, sair para entrevistar, fotografar, editar, escrever, corrigir e diagramar sozinho numa redação de jornal diário, por exemplo?</p>
<p>4.	Nem o melhor dos jornalistas sabe tudo de todos os assuntos. Seja humilde e, em dúvida, não tenha vergonha de perguntar. Jornalista que tem receio de questionar as coisas não fica nem uma semana numa redação.</p>
<p>5.	Domine as ferramentas básicas de informática e aprenda um ou mais idiomas, em especial o inglês. Vai que você tenha uma coletiva super importante com um americano e, na hora, o tradutor não pôde ir? Você vai voltar com as mãos vazias para a redação?</p>
<p>6.	Descubra “quem é quem” na área e, mais do que isso, saiba construir sua rede de relacionamentos. A network é importante em qualquer carreira, principalmente, na área de comunicação. Bem diz aquele ditado: quem tem amigos têm tudo.</p>
<p>7.	Seja curioso, busque novos conhecimentos e amplie seus horizontes. Um bom jornalista tem na bagagem um vasto repertório de informações. Seu foco pode ser escrever, mas nada te impede de saber também fotografar, ter noções de enquadramentos, saber fazer contas simples de matemática, como porcentagens; diagramar; filmar, etc, etc. O bom repórter será o multiuso, ou seja, aquele que sabe fazer bem uma tarefa, mas que também sabe um pouco de tudo.</p>
<p>8.	Seja ético e honesto em seu trabalho, pois só assim conseguirá o respeito e credibilidade que o distinguirá na carreira. Essa é uma premissa mais do que básica que exclui comentários.</p>
<p>9.	Procure especializar-se numa área pela qual você tenha interesse genuíno. Não adianta querer saber um pouco de tudo, entretanto, e acabar não sabendo nada de nada a fundo.</p>
<p>10.	 Valorize a vida acadêmica e desenvolva senso crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho. Não há nada pior num jornalista do que sua falta de opinião diante dos fatos.</p>
<p><a href="http://www.arianefonseca.com/por-que-ainda-estudar-jornalismo" target="_blank"><strong>:: Por que ainda estudar jornalismo?</strong></a></p>


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		<title>Sete dicas para escrever um bom artigo de opinião</title>
		<link>http://www.arianefonseca.com/index.php/de-olho-na-midia/sete-dicas-para-escrever-um-bom-artigo-de-opiniao</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 10:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariane Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[De olho na mídia]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo opinativo]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen Kanitz]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana meu amigo e companheiro de trabalho, Dado Moura, me passou um texto muito interessante de Stephen Kanitz* sobre como escrever artigos e convencer as pessoas com a sua opinião. Tendo em vista que muita gente acessa este blog pesquisando sobre jornalismo opinativo achei pertinente compartilhar este documento com vocês também. Como afirma Kanitz, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana meu amigo e companheiro de trabalho, <a href="http://dadomoura.com/" target="_blank"><strong>Dado Moura</strong></a>, me passou um texto muito interessante de Stephen Kanitz* sobre como escrever artigos e convencer as pessoas com a sua opinião. Tendo em vista que muita gente acessa este blog pesquisando sobre jornalismo opinativo achei pertinente compartilhar este documento com vocês também.</p>
<p>Como afirma  Kanitz, “o segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples”. Cada colunista tem os seus padrões. Segue abaixo uma síntese das sete dicas deste grande escritor para argumentar bem:</p>
<p><span id="more-397"></span>1. Sempre escreva tendo uma nítida imagem da pessoa para quem está escrevendo. Imagine alguém com 16 anos de idade ou um pai de família. A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo. Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo. Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos.</p>
<p>2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Querer se mostrar é sempre uma tentação, mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem. Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer.</p>
<p>3. Releia e rescreva os seus artigos quantas vezes forem necessárias. Ninguém tem coragem de cortar tudo o que tem de ser cortado numa única passada. Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial. Por isto, os cortes são feitos aos poucos.</p>
<p>4. Você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua. Se você quer mudar o mundo terá que começar convencendo os conservadores a mudar. Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.</p>
<p>5. Cada ideia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Informação é redundância. Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário.</p>
<p>6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado. Se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado. Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes e parar por aí. Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só e se sentirá um gênio.</p>
<p>7. É preciso ser conciso, direto e achar soluções mais curtas. Escreva um texto de quatro páginas, depois, reduza a duas e, mais adiante, a uma. Assim, você aprende a tirar as “linguiças” e redundâncias.</p>
<p><a href="http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?topic=4697.0" target="_blank"><strong>:: Leia o artigo na íntegra</strong></a></p>
<p>* Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Atualmente, é articulista da Revista Veja ; e criador e organizador do Prêmio Bem Eficiente.<br />
<strong><br />
Veja também:</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.arianefonseca.com/o-que-e-preciso-para-melhorar-o-texto-jornalistico" target="_blank">:: </a><span><a href="http://www.arianefonseca.com/o-que-e-preciso-para-melhorar-o-texto-jornalistico" target="_blank">O que é preciso para melhorar o texto jornalístico?</a><br />
<a href="http://www.arianefonseca.com/jornalismo-opinativo" target="_blank">::</a></span><a href="http://www.arianefonseca.com/jornalismo-opinativo" target="_blank"> <span>Jornalismo opinativo</span></a></strong></p>


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